Sexta-feira, 04.02.11

 

da net

 

Os portugueses têm carência moderada de iodo, sendo que cerca de metade das crianças em idade escolar possuem níveis abaixo do recomendado, revela um estudo, intitulado “Estudo do Aporte do Iodo em Portugal”, realizado pelo Grupo de Estudos da Tiróide da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo.

 

O coordenador do estudo, Edward Limbert, revelou à agência Lusa que esta “carência repercute-se mais nas mulheres grávidas, isto porque durante a gravidez as necessidades de iodo aumentam em cerca de 50 %”. A investigação verificou que 80 % das grávidas portuguesas têm níveis de ingestão de iodo abaixo do recomendado e 20 % apresentam níveis muito baixos.

“A carência nas grávidas faz-se sentir muito. Isto tem uma agravante, essas carências moderadas de iodo, como se tem verificado noutros países europeus e em estudos que têm sido feitos para ver quais são as repercussões destas carências, podem dar origem a problemas nas crianças”, revelou.

Edward Limbert explicou que “a síntese das hormonas tiróideias depende do iodo, se o iodo baixa - e como essas hormonas têm influência no sistema nervoso do feto - isso pode ter consequências pejorativas que se traduzem depois em problemas de aprendizagem escolar e em défice de atenção nas crianças”.

O professor explicou que para aumentar os níveis de iodo “recomenda-se que durante a gravidez, ou mesmo quando pensam engravidar, as mulheres comecem a fazer uma suplementação de iodo”.

Quanto à população infantil, o estudo constatou que 46% das crianças, entre os seis e os 12 anos, apresenta níveis de iodo abaixo do recomendado. De acordo com Edward Limbert, a carência de iodo “poderá ter alguma influência no seu desenvolvimento psico-intelectual, mas não há estudos que demonstrem que carências desta natureza são suficientes para provocar alterações nas crianças”.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde é necessário que se faça a iodização do sal, quer isto dizer, “pôr uma percentagem de iodo no sal das cozinhas”. “Isso tem que ser uma medida legislativa como aconteceu em Itália. Até lá, deve comer-se mais peixe e substâncias vindas do mar, ricas em iodo”, referiu Edward Limbert.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

 


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Quarta-feira, 14.07.10

Os bebés que nascem de parto natural têm mais bactérias do ambiente vaginal da mãe, enquanto os nascidos por cesariana têm microrganismos comuns encontrados na pele. Estas comunidades bacterianas diferentes têm influência na protecção da saúde do bebé ao longo da vida, alerta um estudo publicado na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences” (PNAS).

Este estudo, realizado por cientistas da Universidade de Porto Rico e da Universidade do Colorado, nos EUA, analisou 9 mulheres, com idades entre os 21 e os 33 anos, e 10 bebés atendidos no Hospital de Puerto Ayacucho, na Venezuela. Os bebés foram avaliados nas 24 horas após o nascimento, tendo-lhes sido retiradas amostras da boca, da garganta, do tracto gastrointestinal superior e da pele.

A investigação demonstrou que os bebés nascidos por parto vaginal apresentavam comunidades bacterianas semelhantes às encontradas nas vaginas da mãe, enquanto os bebés nascidos por cesariana tinham as bactérias que comummente se encontram na pele. "Estas novas descobertas estabelecem uma base importante para acompanhar a progressão das comunidades bacterianas nos bebés e os seus efeitos na saúde humana", afirmou, em comunicado de imprensa, a co-autora do estudo, Maria Dominguez-Bello.

De acordo com o estudo, as comunidades bacterianas dos bebés nascidos através de cesariana foram dominadas pelas espécies do género Staphylococcus, em que a maioria são inofensivas mas algumas podem causar infecções graves.

Estudos anteriores já tinham constatado que os bebés nascidos através de cesariana podiam ser mais susceptíveis a certos microrganismos, alergias e asma, situações menos comuns nos bebés nascidos por via vaginal.

Uma investigação realizada em 2004 nos hospitais de Chicago e de Los Angeles, nos EUA, verificou que entre 64% a 82% dos casos de infecções da pele por Staphylococcus aureus resistente à meticilina (SARM) ocorreram em bebés nascidos por cesariana.

Esta é uma das razões que leva a Organização Mundial de Saúde a recomendar aos países que a taxa de nascimentos por cesariana não exceda os 15%. Na China, as cesarianas são responsáveis por quase 50% do total de nascimentos, enquanto nos EUA ascendem a 30%. Portugal detém a segunda maior taxa de cesarianas da Europa: em 2009, mais de 33% do total de nascimentos ocorreram por cesariana.

 

in ALERT Life Sciences Computing, S.A.



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Quarta-feira, 05.05.10

Algo que defendo com unhas, dentes e garras:

da net

"Pelo direito ao parto normal” é um projecto apresentado à Direcção-Geral da Saúde (DGS) que visa promover o parto natural "sem qualquer intervenção, mas assistido por profissional de saúde". O documento conta com o apoio de vários especialistas.

A indução do trabalho de parto (com recurso a medicamento ou rotura de membranas), o uso de fórceps, ventosas ou anestesia geral ficam, segundo esta proposta, excluídos da classificação de parto normal, bem como o nascimento por cesariana. A rotura artificial de membranas só poderá ser incluída caso seja realizada sem o intuito de induzir o trabalho de parto.

O documento, a que a agência Lusa teve acesso, recomenda ainda que se evite a utilização por "rotina" de clisteres, a raspagem dos pêlos púbicos, a aceleração do trabalho de parto e a restrição de alimentos e água, procedimentos comuns nas maternidades portuguesas. Os especialistas aconselham ainda o apoio à liberdade de movimentos da mulher durante o trabalho de parto, o acesso a líquidos, como a água, e o contacto “pele a pele” entre mãe e bebé logo após o nascimento.

No documento, em que se revê todo o conceito e prática do parto normal, pretende alcançar-se um consenso, sendo necessária a aprovação da Ordem do Médicos, da Ordem dos Enfermeiros e da DGS.

Do grupo de peritos que subscreve o documento, encontram-se o presidente da Sociedade Portuguesa de Obstetrícia, Luís Graça, o também ginecologista e presidente do conselho de administração da Maternidade Alfredo da Costa (ANA), Jorge Branco, e Ana Campos, directora do serviço de Obstetrícia da mesma maternidade.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.



publicado por soprosdemar às 00:39 | link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito

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